Dançando o Mito de Perséfone

Neste trabalho vamos mergulhar em dois quadros simbólicos que representam o percurso e a evolução da alma humana, o mito de Perséfone e a história da bela adormecida. 

Através da análise do mito de Perséfone e da história da bela adormecida e utilizando as ferramentas do movimento e da dança, mergulharemos no nosso inconsciente procurando reconhecer todas as nossas faces, no sentido do despertar da consciência para a nossa totalidade. Só assim, poderemos dar os primeiros passos no sentido do verdadeiro reconhecimento, aceitação e amor por quem somos e consequentemente caminhar no sentido da nossa evolução como seres humanos. 

Esta temática de workshops de Dança visa adquirir uma maior conexão e conhecimento de nós próprias, na redescoberta de quem somos e na tomada de consciência do caminho da nossa alma, única e singular!

Duração mínima: 2h30

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INSIGHT DA COREOGRAFIA, MOMENTO A MOMENTO
Os vários momentos coreográficos e o seu simbolismo

1 Parte - Da inocência ao arrebatador despertar das nossas sombras

Nascemos puros na nossa essência e até ao primeiro despertar, vivemos de forma inocente, brincando despreocupados, sob o abraço protetor e seguro da mãe. Sentimo-nos como se fossemos um prolongamento dela, inconscientes da nossa individualidade.

2ª Parte - O mergulho no Hades ou inconsciente

O nosso primeiro despertar para o mundo das sombras acontece quando há uma situação na vida que rompe os nossos limites e nos retira do estado puro da inocência, onde tudo é seguro, previsível e feliz!

Esse momento pode ser muito traumático e aterrorizador e pela primeira vez sentimos que estamos sozinhos e indefesos. É como se literalmente a terra se abrisse e nos puxasse para o seu interior escuro, povoado de monstros horríveis que nos causam muito medo e dor. Como estamos sozinhos e perdemos o contacto com a nossa proteção e segurança, sentimo-nos desmembrados, feridos, arrebatados, violentados.

Simbolicamente experimentamos a nossa individualidade e fragmentação, pois não reconhecemos quem somos, nem todas as partes que nos constituem. Neste lugar escuro, temos acesso a partes de nós e a emoções que não sabíamos existir, mas que estão lá e existem nas nossas profundezas.

Quando começamos a tomar consciência do processo, de onde estamos e qual o seu significado, começamos a amadurecer, a ganhar consciência e a evoluir. Percebendo que as sombras não são mais do que partes de nós e que, para se transformarem em luz, devem ser nomeadas, reconhecidas, aceites e amadas por nós.

Assim, ao nos percebemos que aquele lugar escuro e aqueles monstros somos nós, deixamos de ter medo e escolhemos voltar, pois sabemos que a nossa evolução como Alma passa por levar luz a todos eles sem exceção.

3ª Parte - O ponto de não retorno

Quando tomamos consciência do significado do Hades, compreendemos como se processa a nossa evolução e esse é o ponto de "não retorno". Vamos, de forma assertiva e corajosa retirando os véus e as camadas que nos cegam e permitimo-nos ver, sem filtros, tudo o que nos pertence.

Mesmo tendo experiencias dolorosas, escolhemos voltar a mergulhar no inconsciente! Sabemos que as experiencias dolorosas existem na nossa vida com uma função. Ajudam-nos a tomar consciência dos nossos obstáculos, das nossas feridas emocionais, de tudo aquilo que precisamos trabalhar em nós para evoluirmos, sabendo que dessa forma damos inicio ao processo de cura. A dor não é mais do que amor da vida por nós!

Olhando para esse mundo soturno, temos a coragem de reconhecer todas as partes de nós: medo, vergonha, culpa, ressentimento, tristeza, ódio, apego, inveja, ciúme e tantas outras mais que nos retiram da luz.

Com esta consciência, permitimo-nos abraçar e acolher todas as faces de nós.

4ª Parte - O espelho

Não existe nada fora de nós e o outro não é mais do que reflexo de quem somos.

Quando ainda não compreendemos esta grande verdade, temos a tendência de colocar nas mãos dos outros a responsabilidade e o poder da nossa vida. Por isso julgamos, culpamos, cobramos, apontamos o dedo ao outro, acusando-o nos nossos infortúnios e sofrimento.

A nossa vida torna-se uma luta constante de nós para nós, de nós para com os outros e dos outros para conosco, pois eles estão apenas a espelhar o enorme conflito que se vive no nosso interior.

Mas quando aceitamos que somos os criadores da nossa vida, compreendemos que tudo o que atraímos a nós, sejam pessoas ou situações, tem apenas a função de nos ajudar a tomar consciência de quem somos e de todos os obstáculos e feridas que ainda temos de curar para chegar ao Amor e à luz. Então, reconhecemos a vida como uma maravilhosa escola, onde todos somos espelhos uns dos outros, num inimaginável puzzle de existência perfeita a que chamamos Consciência Universal.

5ª Parte - Reconhecimento da totalidade

Damos as mãos a todas as partes de nós, luz e sombras, reconhecendo-as todas, aceitando-as e acolhendo-as no nosso abraço e no nosso amor! Tocamos a todas e damos voz a todas, não permitindo assim que uma ou outra vire monstro e bruxa, com proporções esmagadoras.

O círculo representa a unidade e a igualdade na celebração do divino! Nenhuma parte de nós é mais ou menos importante, pois o círculo só está completo quando as acolhemos a todas. Só assim, poderemos caminhar para o centro do círculo e celebrar o Amor, a Verdade e, um dia, dissolvermo-nos uma vez mais na Luz!

Assim, dançamos e celebramos todas as partes de nós, com o enorme e poderoso despertar do guerreiro que nos habita, sede da coragem e da verdade, da confiança, da verdadeira partilha e daquele que busca o Amor!

6ª Parte - Somos Unos

Nascemos da luz e essa centelha habita o coração de todos os homens. Por isso estamos todos conectados, por isso somos todos espelhos uns dos outros, por isso juntos como espécie de mamíferos que somos, caminhamos na mesma direção e precisamos uns dos outros para evoluir.

Depois de nos Conhecermos e Amarmos, depois de nos despojarmos do passado e do futuro, vivendo na aceitação e felicidade do presente despojado de Ego, estamos prontos para caminhar na direção do centro, na direção da luz, do regresso a casa!

Balançando como um só corpo, uma só voz, um só sentir do coração universal, compreendemos que a verdadeira dança é aquela em que nos permitimos o fluir do nosso movimento na liberdade do movimento do outro.

Esta é a grande dança da existência, transformando a Core, um dia, em Perséfone!!!

Desejo a todos uma linda Dança de coração!
Bibi Fernandes